VII Festival das Aves em Ubatuba (Bird Watching)




O Bird Watching (Observação de Pássaros), atividade extremamente disseminada nos países Europeus e na América do Norte, tem agora ganhado o carinho de um número cada vez maior de brasileiros.
 
Além de ser uma atividade muito prazerosa e estimulante por colocar o ser humano em contato com a natureza de forma intimista, traz consigo vários ensinamentos: a paciência e o silencio; o olhar e a audição muito bem treinados; o conhecimento progressivo da fauna e flora; e um profundo carinho e consciência pela preservação do meio ambiente. Tudo isso vem confirmar uma frase que já ouvi: "Observar pássaros é para quem enxerga longe".
 
 
A bem preservada Floresta Atlântica do município de Ubatuba é um verdadeiro paraíso para essa prática, com 476 espécies de aves já registradas apenas nesse município. Enquanto o Pantanal mato grossense atrai turistas brasileiros e estrangeiros pela quantidade de aves que possui, Ubatuba atrai pela grande diversidade de espécies ali presentes e pela ocorrência de várias espécies raras e endêmicas também.
Touit, perequito muito raro registrado em Ubatuba

Devido a essa fama crescente,  há sete anos, durante todo o mês de Setembro, se organiza o Festival das Aves em Ubatuba. O evento se estende de 4 de Setembro a 4 de Outubro. Confira no site abaixo a programação: 
4 /9 - ABERTURA

Ubatuba Palace Hotel

19 às 21 horas


EXPOSIÇÕES

04 de setembro a 04 de outubro

“Fotos premiadas no AVISTAR BRASIL”

Ubatuba Palace Hotel

10 às 18 horas

17 a 21 de setembro

Escola Áurea (Sertão da Quina)

03 a 05 de outubro

Calçadão da Maria Alves

08 às 18 horas


ARTE COM AVES

04 de setembro a 04 de outubro

Exposição dos artistas de Ubatuba com o tema “aves”

Ubatuba Palace Hotel

10 às 18 horas


CICLO DE PALESTRAS

Auditório do Aquário de Ubatuba

22/9

19 às 22 horas

Palestrantes: Sylvia Ünganhel – Aves de Paraty

Ricardo Arouca – Aves de Mogi

Dimitri Matoszko – Aves marinhas em Ubatuba


CURSOS

“Iniciação em observação de aves”

08/9

Lagoinha

08 às 11 horas

16/9

Centro Cambucá de Observação de Aves

08 às 11 horas

14 e 15/9

“Iniciação em fotografias de aves em liberdade”


EVENTOS LOCAIS E REGIONAIS

4º Encontro 700 AVES (Encontro dos municípios envolvidos no Circuito)

Núcleo Caraguatatuba do PESM

28, 29 e 30 setembro

23/9

1º “big holliday” 700AVES

2º “big holliday” de Ubatuba

Locais: Ubatuba e todos os municípios envolvidos pelo projeto 700AVES

04 /10 - Dia Mundial das Aves)

Divulgação dos resultados dos “big holliday’s” de Ubatuba e do 700AVES.

Fonte: Flavia Cunha Blogspot



Assistam ao ótimo vídeo abaixo, que ilustram muito bem o assunto:

 

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Mato sem bicho - A "desfaunação" da Mata Atlântica


80% da Mata Atlântica remanescente de uma vasta região que vai do leste de Minas Gerais à Sergipe está sofrendo um processo sério de "desfaunação", ou seja, de sumiço da fauna nativa. Segundo uma extensa pesquisa de campo realizada por cientistas brasileiros e britânicos numa área de 250 mil km2, quase todos os mamíferos pesando mais de 5 kg estão exterminados dessas florestas (em torno de 200 fragmentos florestais).
Das 18 espécies de mamíferos pesquisadas pelos cientistas - como onças, antas, veados, tamanduás e macacos-prego - apenas quatro, em média, ainda ocorrem por fragmento de mata com tamanho entre 50 hectares e 5.000 hectares. Os únicos mamíferos a resistirem em mais da metade dos fragmentos estudados são os saguis - primatas onívoros bastante adaptáveis. Depois vem as preguiças, pacas, bugios e raposas. Já onças-pintadas, queixadas, tamanduás, antas e muriquis podem ser considerados praticamente extintos nesses pedaços da mata atlântica.
A desfaunação é grande tanto nos pequenos quanto nos grandes remanescentes florestais, pois mesmo onde a mata não foi derrubada, a caça continuou e continua sendo comum até hoje, o que acabou com as espécies grandes. Uma coisa reforça a outra - a fragmentação diminui os espaços que as espécies necessitam para sobrevivência, encurralando os indivíduos em pequenas porções de floresta onde a caça só vem acabar o serviço, dizimando a espécie.
O fato é que mais de 80% dos fragmentos que ainda restam da mata atlântica em todo o Brasil estão nas mãos de particulares. Depende deles a conservação desse bioma. Se a cultura do desmatamento e da caça tiver fim pela iniciativa desses proprietários, as espécies terão uma chance de sobreviver.
Mesmo as áreas de reserva florestal estão ameaçadas, pois a pressão do entorno é constante sobre elas e há pouco investimento na fiscalização.
Portanto, a sobrevivência da fauna está amparada em quatro pilares: 1- educação e conscientização ambiental; 2- reflorestamento; 3- unidades de conservação; 4- fiscalização.
Assistam a esse dois excelentes vídeos que ilustram muito bem o assunto, com uma pitada de esperança:

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