Pegada Ecológica - o consumo insustentável em São Paulo


Os resultados dos estudos feitos pelo programa "Pegada Ecológica" no Estado e na capital de São Paulo trazem um grande alerta: 

Se todas as pessoas do planeta consumissem de forma semelhante aos paulistas, seriam necessários, hoje, quase dois planetas para sustentar esse estilo de vida. Se vivessem como os paulistanos, seriam necessários ainda mais - quase 2,5 planetas. A pesquisa revelou que a Pegada Ecológica média do Estado de São Paulo é de 3,52 hectares globais por pessoa e de sua Capital, de 4,38.

Os termos "Paulista" ou "Paulistano" são grandes generalizações, já que o estado de São Paulo é o mais diverso do país, tendo como habitantes muitas pessoas de diferentes estados e países, inclusive a pessoa que vos escreve.

O Estado de São Paulo concentra 33% do PIB nacional. A população de sua capital é de 10,8 milhões de habitantes. Se for considerada a região metropolitana com os 38 municípios que circundam o município, a população da cidade chega a aproximadamente 19 milhões de habitantes. Ou seja, quase toda a população do Chile!

Sobre a Pegada Ecológica

A pegada ecológica é medida em “hectares globais”, corresponde ao volume de recursos renováveis necessários para sustentar os hábitos de consumo e estilo de vida de uma pessoa. Um hectare global corresponde à produtividade média de um hectare de terra e água no mundo - a extensão de território que uma pessoa ou toda uma sociedade “utiliza”, em média, para se sustentar.

Serve como ótimo um instrumento para a formulação de políticas públicas. Para Michael Becker, coordenador do programa Cerrado-Pantanal do WWF-Brasil, além do cidadão, o governo e a indústria têm de se comprometer com a mudança de hábitos de consumo. “Cada um de nós é responsável por sua decisão de consumo, mas cada setor da indústria é responsável por uma cadeia de produção inteira e precisa repensar suas escolhas”, afirma.

É preciso questionar a maneira como estamos usando nossos recursos naturais. Por exemplo: será que precisamos consumir tanta carne quanto mostra o mapa da Pegada Ecológica*? A Pegada Ecológica nos ajuda a refletir sobre esses hábitos. É preciso parar, olhar e, a partir do conhecimento, pensar o futuro de modo mais abrangente e agir de forma mais sistemática, no âmbito global (algo muito mais forte e consistente do que essas propostas evasivas dos governantes na Rio+20).

* Na posição número um da lista das atividades que mais impactam nossa “pegada ecológica” está a pecuária brasileira, que com os seus 177 milhões de cabeça de gado ocupa algo em torno de 172 milhões de hectares, ou seja, 50% da “pegada ecológica” da média tupiniquim.

Hábitos - paradigmas a serem quebrados através do conhecimento

Está mais claro que nunca que precisamos de uma grande reformulação em nossos hábitos de consumo. Este fato está escancarado. Não quer dizer que devamos regredir no desenvolvimento tecnológico. Muito pelo contrário: ao rever os hábitos nocivos que vem praticando, o ser humano será capaz de sair com soluções tecnológicas incríveis. Não há desafio tecnológico maior do que este - fazer mais com menos; produzir mais desenvolvimento com menos exploração dos recursos. Esse sim é um desafio digno de nossos intelectos. Chega de usar o argumento tosco de que foi graças às guerras e à exploração que os grande avanços tecnológicos se deram na história. O cenário atual é muito mais provocador e insitgante e a solução não virá do conflito entre os povos, mas sim de sua união.

Fica aqui o chavão mais necessário da atualidade: qual pegada gostaríamos de deixar na terra de nossos filhos e netos? 
Entrem no site do programa Pegada Ecológica na WWF e encontrem lá algumas dicas para guiá-los nesse caminho:

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Sobre o autor: Família, amigos, florestas, montanhas, praias, bichos, música, aventura, antropologia, história, ciência, literatura, audiovisual e, lá no fundo, talvez o João. ProjetoEntreSerras

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